Rio Branco-AC -


SANTO DO DIA


16 de dezembro de 2018



SANTO



Santa Adelaide: Ficou órfã aos 6 anos. Casada com o rei Lotário, da Itália, enviuvou aos 19 e foi presa por causa da briga pelo poder. Quando conseguiu a liberdade, procurou o apoio de Oton, imperador da Alemanha. Na verdade, implorou ajuda, pois o usurpador Berenjário havia se apossado de todos os seus bens. Como também o papa já havia se colocado contra ele, Oton reuniu seu exército, atravessou os Alpes e atacou Berenjário, fazendo com que fugisse dali. Oton, com o apoio do capelão Martinho, não só deu liberdade definitiva a Adelaide como a pediu em casamento. Assim, de um dia para o outro, saltou da miséria e abandono para o poder e a grandeza. Durante anos tudo parecia pintado com as cores da felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. Seu marido morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Morto o imperador, assumiu seu filho, Oton II. Enquanto este seguiu os conselhos de Adelaide, tudo correu bem. Mas sua esposa, Teofânia, princesa de origem grega, logo decidiu lutar para ter influência no trono. Assim, passou a lançar acusações e suspeitas sobre Adelaide. Tanto fez, que enfiou na cabeça de Oton II que sua mãe esbanjava os bens da coroa por causa das doações que fazia a conventos, pobres e carentes. A campanha foi tão forte que o filho voltou-se contra a mãe, exigindo que ela deixasse o reino. Adelaide procurou abrigo na Itália e depois na terra do irmão, Borgonha. Mas a tristeza tomara conta de seu coração por causa da ingratidão do filho que, além de fazer de sua vida um inferno, viu seu reino ser dominado pela injustiça, o luxo, a discórdia e a leviandade, tudo graças à atuação de Teofânia. Entretanto o abade de Cluny interferiu e, conversando muito com Oton, mostrou-lhe o caminho errado que trilhava. Oton se arrependeu, convidou a mãe a visitá-lo e pediu perdão. Depois de dois anos de separação, finalmente mãe e filho se reconciliaram num abraço cheio de amor. A paz voltou ao reino, mas o imperador morreria logo depois. Como o neto de Adelaide, Oton III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe Teofânia o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia se encaminhar para o martírio. A nova regente chegou a avisar aos seus auxiliares que pretendia ver Adelaide “sob um palmo de terra”. Atraiu para si os males que desejava e Teofânia morreu quatro semanas depois. Adelaide assumiu o trono dando uma demonstração da justiça e solidariedade que marcariam seu governo. Imediatamente chamou as duas filhas de sua maior inimiga para morar com ela. De outro lado, foi um reinado onde as obrigações políticas e religiosas se contrabalançaram, trazendo felicidade e prosperidade para o povo e a nação. Os últimos anos de sua vida Adelaide viveu no convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela mesmo fundara. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no ano de 999.
PADROEIRO dos padrastos.
ORAÇÃO
Faça, Senhor Deus, nosso Pai, que aspiremos incansavelmente ao descanso que nos preparastes em vosso reino. Dai-nos forças e inteligência nesta vida, para suportarmos as agruras que nos rodeiam; para promovermos o bem e a justiça e servirmos nossos irmãos. Santa Adelaide, rogai por nós. Amém.
LEITURA 1ª Leitura: Sofonias 3, 14-18
Salmo: Isaías 12
2ª Leitura: Epístola aos Filipenses 4, 4-7
Evangelho: Lucas 3, 10-18
MENSAGEM
As palavras nunca poderão expressar tudo. Por isso a gente vive se comunicando através delas.